Delegados denunciam suposto esquema comandado por Jefferson Portella em oitiva presidida por Aluísio Mendes

Nos últimos meses, denúncias graves trouxeram a público um suposto  esquema de escutas ilegais operado com o apoio do Secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portella. As denúncias são feitas pelos delegados Thiago Bardal e Ney Anderson que, agora repercutem o caso para todo o país durante audiência pública ocorrida ontem (2), na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO), na Câmara dos Deputados.

A audiência durou quase três horas e foi presidida pelo deputado Aluísio Mendes (PODE-MA), autor do requerimento da oitiva.  O delegado Thiago Bardal expôs as denúncias por vídeo conferência, uma alteração inesperada e ocorrida às vésperas da sessão, segundo o presidente Aluísio, “em consequência das investidas de parlamentares do PCdoB para adiar ou anular a audiência pública”.

O delegado Ney Anderson também apresentou informações que fortalecem as denúncias com citação de nomes e números telefônicos de pessoas vítimas do esquema de escutas ilegais. O delegado afirmou ainda que várias operações policiais recebiam interferência do atual secretário de segurança, Jefferson Portella. Segundo Ney Anderson e Tiago Bardal, partiu do secretário de estado a ordem para utilização do sistema Guardião em interceptações telefônicas de membros do judiciário maranhense e políticos  que fazem oposição ao atual governo do Maranhão.

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Em pronunciamento durante a audiência, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que teve o nome citado como uma das vítimas do esquema de escutas, disse que as denúncias seguirão para o Senado nas próximas semanas. “Fiquei perplexo mas não surpreso. As denúncias são gravíssimas e eu como corregedor vou levar essas denúncias também ao Senado”, afirmou o senador.

Aluisio Mendes, se reportou a um caso semelhante ocorrido em 2017 no Mato Grosso, onde secretários, empresários e pessoas da cúpula da governo do estado foram presas e respondem penalmente pelo esquema de grampos ilegais e defendeu que as investigações sobre o caso do Maranhão sejam tratadas com a mesma lisura pela justiça. “Como policial federal de carreira e ex-secretário de segurança pública, tenho conhecimento sobre a gravidade dessas denúncias. Se federalizarmos esse caso, uma auditoria será instaurada na Secretaria de Segurança do Maranhão e ficará esclarecido se, de fato, existiu esse esquema criminoso de escutas ilegais utilizado para chantagem, coação e perseguição a políticos opostos aos interesses do governo”, finalizou Aluisio.

Caso as denúncias prossigam como defendem os parlamentares da Comissão da Câmara, o secretário de segurança do Maranhão, Jefferson Portella, pode ser afastado da pasta e o processo passa a ser investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR).

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